O trabalho do arquiteto é, antes de tudo, um ato de leitura: ler o terreno, a luz, os materiais, as intenções e até o imaterial – aquilo que habita entre o espaço e o espírito. Interpretar o mundo para então traduzi-lo em forma é talvez o exercício mais constante e delicado da arquitetura. E, quando essa tradução se aproxima do sagrado, o gesto ganha outra dimensão: buscar, através da matéria, uma linguagem que se eleva.